REVIEW #3 - THE EVIL WITHIN 2

Por algum motivo, no Japão o nome é Psycho Break (?)
Primeiro de tudo: se você não jogou o primeiro jogo, senta lá e jogue. The Evil Within 2 é a sequência direta dos acontecimentos do anterior e o entendimento da história é bastante prejudicado já que não temos um previously on The Evil Within antes do jogo começar.

Este segundo jogo toma uma liberdade grande em gerar situações malucas pois o personagem principal, Sebastian Castellanos, precisa entrar no STEM para tentar achar e resgatar a sua filha que até então foi dada como morta em um incêndio acidental da casa da família Castellanos.

Qualquer semelhança talvez não seja mera coincidência

O STEM é basicamente uma espécie de Matrix onde pessoas do mundo real conectam suas consciências em um mundo de simulação digital. O bom funcionamento desse mundo acontece através do core que deve ser um ser humano de alta compaixão e inocência… e Lily, filha de Sebastian, foi escolhida.

Essa máquina foi criada por uma empresa chamada Mobius que detém uma influência enorme no mundo "real" do jogo. A ideia por trás disso era expandir o experimento para que toda a humanidade fosse conectada em uma só consciência para que todos possamos ter a mesma empatia e assim viver em paz absoluta. Porém, alguém com acesso a essa máquina poderia dominar todo o pensamento/consciência da humanidade.

O gameplay é basicamente o mesmo do jogo anterior. É muito difícil não lembrar de The Last of Us. O sistema de crafting e de upgrade de skills e armamento é bastante simples e não toma muito tempo de jogo. Isso é bastante positivo pois melhora bastante o pacing de modo geral. Recentemente foi adicionado um modo em primeira pessoa, mas na minha opinião, eu recomendaria jogar em terceira pessoa mesmo!

Olhando assim até dá pra confundir com N outros jogos

Apesar de ser imprescindível economizar munição e itens de cura, são raros os momentos que eu me encontrei encurralado sem poder combater os inimigos. O começo do jogo tenta ser bem mais survival nesse sentido pela escassez de itens, e por consequência, eu considero ser a parte mais tensa. Porém, logo depois dos primeiros capítulos eu já me sentia praticamente o Rambo matando todos os inimigos que via pelo caminho, já que rolou uma abundância de itens de crafting e isso acabou tirando um pouco o meu medo desses encontros.

Mudando de assunto, dá uma olhada nesse bróder!

Quero destacar o primeiro chefe do jogo. Achei genial! Inclusive eu diria que é o melhor vilão, já que os demais chefes são meio sem sal. A tensão que o jogo gera em volta do personagem é incrível e ele realmente aparenta ser um adversário super poderoso. Os encontros e os diálogos são excelentes e a loucura típica de um serial killer é muito aparente. O combate final contra esse chefe, no entanto, é muito raso. A expectativa gerada para o encontro é grande mas a facilidade de derrotá-lo é maior ainda. Fiquei um tanto decepcionado da maneira simples como isso acontece.

Fazendo várias side quests, eu terminei o jogo em aproximadamente 13 horas. Para um jogo de história basicamente linear, eu diria que é uma duração ótima! Em nenhum momento me senti entediado e acredito que posso recomendá-lo para qualquer um que goste do gênero survival horror no estilo de Resident Evil, Silent Hill, Clock Tower, Haunting Ground, etc. Este segundo jogo é uma clara evolução do primeiro em todos os sentidos (Deus me dibre aquele aspect ratio forçado do primeiro jogo né) e, na minha opinião, underrated, já que ouvi falar muito pouco dele desde o lançamento.

Novamente, jogue The Evil Within 1 primeiro para aproveitar melhor essa história maluca! Baita jogo gostoso!

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