REVIEW #2 - CUPHEAD



    Se eu pudesse resumir a minha experiência com esse jogo em uma palavra, ela seria diversão. A maneira como eu fui sugado a partir do momento que o jogo iniciou foi algo que eu confesso que fazia tempo que não acontecia. O visual, os efeitos sonoros e a música cativante me transportaram diretamente pro sofá da casa dos meus pais quando eu ainda era um pequeno mancebo e assistia Sábado Animado pela manhã. Bons tempos, boas lembranças! É um prazer poder reviver esse sentimento jogando videogame e Cuphead conseguiu fazer isso comigo.
    Cuphead é um jogo de plataforma 2D que facilmente cairia no espectro de bullet hell pela imensa quantidade de informação (i.e. milhares de tiros coloridos, inimigos sorrateiros, cenário hostil) que o jogador tem que levar em consideração durante o gameplay frenético.

Os itens circulados te dão dano. O cenário fica constantemente subindo e se você sair da tela, toma dano.
 
    A história é bastante simples e apenas serve de pano de fundo para a ação. Cuphead e Mugman se aventuram por um cassino onde, tomado pela onda de vitórias consecutivas orquestradas por Dice King, cegamente resolvem apostar suas próprias almas. Um revés acontece e não há saída a não ser uma re-negociação com o próprio demônio-capiroto-mochila-de-criança. Este, por sua vez, delega uma tarefa bastante difícil para os nossos heróis: coletar as almas de todos os outros habitantes que também fizeram essa aposta e perderam.

Lição de moral: nunca aposte a sua alma com o capeta.

    No mapa do mundo existem basicamente três tipos de fases: luta contra chefes, travessia de percurso e teste de parry. A luta contra chefes é auto explicativa: logo que se inicia a fase você enfrenta um chefe (um dos habitantes desse mundo que está devendo a alma para o capiroto) e é completando esse tipo de fase que a história prossegue.
    Já as fases de teste de parry e travessia de percurso são fases opcionais que garantem novos especiais ou moedas (para compra de power ups como novos modos de tiro e mais um slot de vida) respectivamente.
    Eu particularmente gostei dos três tipos de fase e acabei por completar todas pois são bastante curtas e bem dinâmicas. A cada fim de fase você recebe uma nota de desempenho e… bom, eu passaria de ano mas muito provavelmente não estaria no grupo dos melhores alunos.

Exemplo de mapa do mundo. As cores sutilmente mais realçadas mostram objetos de interação.

    O jogo é bastante curto na minha opinião mas claramente depende de quão boa é a sua coordenação motora e capacidade de prestar atenção em muitas coisas na tela ao mesmo tempo. Na época do lançamento ele foi bastante citado pela sua aparente dificuldade excessiva, porém eu acredito que a quantidade de desafio que o jogo te apresenta é bastante justo e balanceado. Novamente, pela inspiração no passado e nos jogos de plataforma de antigamente, Cuphead poderia estar no mesmo nível de dificuldade de vários outros títulos da época dos 16 bits (e ainda assim MUITO distante de Contra III ou Battletoads por exemplo).
    É muito interessante e engrandecedor quando jogos de videogame abordam temas polêmicos e profundos, mas a essência da diversão ainda deve existir. Este É um Jogogostoso muito divertido que me deixou com um sorriso enorme do começo ao fim.

Comentários

  1. O jogo tem um estilo artístico único! Às vezes não da vontade de parar de jogar só pra ver como q foi feito o próximo chefe ou fase

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